Olá, pessoal! Se você acompanha o mercado de metais como eu, deve ter notado que o cobre na LME disparou novamente nesta primeira semana de dezembro. Os contratos saltaram até 6% no mês, testando US$ 5,2–5,3 por libra (equivalente a cerca de US$ 11.400 por tonelada). Depois de uma correção no final de novembro, o metal retomou o rali com força total.
Mas o que está por trás dessa subida explosiva? Aqui estão os principais motivos, de forma direta e prática.
1. Gargalos de oferta cada vez mais graves
O grande vilão continua sendo a oferta restrita. Minas essenciais como Grasberg (Indonésia) e operações no Chile enfrentam paralisações prolongadas por problemas ambientais, trabalhistas e custos operacionais elevados. Para piorar, fundições chinesas anunciaram cortes na produção, reduzindo o suprimento global de cobre refinado.
Resultado? Um déficit físico imediato, com estoques na LME e Comex em mínimas históricas.
2. Estoques críticos e prêmios nas alturas
Com volumes estocados em queda livre, os compradores estão pagando prêmios recordes pelo metal físico. Isso é um sinal claríssimo para o mercado: a oferta não dá conta da demanda. Com estoques tão apertados, os preços dos futuros disparam para compensar.
3. Apetite por risco e expectativa de juros mais baixos
No cenário macroeconômico, o mercado está precificando cortes agressivos pelo Federal Reserve, o que enfraquece o dólar e torna commodities como o cobre superatrativas. Fundos especulativos estão aumentando posições compradas, adicionando ainda mais combustível ao rali.
4. Temor de tarifas e tensões comerciais
Outro fator importante é o risco de novas tarifas dos EUA sob a gestão Trump. Com a possibilidade de novas barreiras sobre importações chinesas, indústrias e traders estão acelerando compras antecipadas para se proteger. Isso gera uma verdadeira “corrida pelo estoque”, elevando os preços em cascata.
O que isso significa agora?
Com essa combinação explosiva, o cobre acumula alta de 28% em 12 meses e pode testar novas máximas se os gargalos persistirem.
Para quem negocia metais no Brasil – como compradores de ingotes, fundições ou indústrias – este é o momento de monitorar a LME de perto e considerar estratégias de hedge contra a volatilidade.
E você, o que acha dessa alta? Vai impactar seu negócio?
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Fontes:
Trading Economics, Bloomberg, Fitch Ratings e relatórios de mercado.
