O mercado global de alumínio encerrou o terceiro trimestre de 2025 com um superávit de 123 mil toneladas, revertendo os déficits observados anteriormente. Esse movimento foi impulsionado principalmente pela desaceleração da demanda chinesa e pela oferta global estável.
No Brasil, o cenário segue misto: as vendas internas cresceram 4,6% no primeiro semestre, puxadas pelos setores automotivo e de infraestrutura, enquanto as exportações recuaram 11% por conta das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Atualmente, em dezembro de 2025, a cotação na LME está variando entre US$ 2.897 e US$ 2.902 por tonelada, registrando cerca de 1% de alta no mês.
Situação Atual do Mercado
Ao longo de 2025, os preços do alumínio na LME atingiram as máximas dos últimos três anos, influenciados por:
- Tarifas de 50% dos EUA.
- Regulamentações ambientais como o CBAM europeu.
- Custos energéticos elevados nas plantas da Europa.
Apesar dos estoques globais ainda estarem baixos, o recente superávit mostra um equilíbrio frágil no mercado.
A China segue com demanda recorde, mesmo com pausas sazonais de produção.
No Brasil, a CBA relata demanda estável para fundidos e cabos, favorecida por leilões de energia e pelo aumento na produção de veículos leves.
O que Esperar em 2026
As projeções para 2026 indicam um ano de forte oscilação:
- Os preços podem testar US$ 3.000/t no início do ano, apoiados por gargalos de oferta e pressão do CBAM.
- Depois, podem recuar para a faixa de US$ 2.700–2.800/t, conforme novas capacidades entram em operação na Indonésia.
- O mercado global deve registrar déficit de 365 mil toneladas, impulsionado por eletrificação e pela expansão dos veículos elétricos.
- O Goldman Sachs projeta média anual de US$ 2.750/t.
No Brasil, o foco das empresas migra cada vez mais para o mercado interno, com R$ 30 bilhões em investimentos em sustentabilidade e projeção de crescimento da demanda automotiva com CAGR de 7% até 2034.
Impacto para Commodities e Negócios
As tarifas e políticas comerciais continuam redesenhando os fluxos de alumínio no mundo, beneficiando produtores brasileiros como a CBA, que mira exportações isentas do CBAM até 2026.
Para traders, distribuidoras e indústrias brasileiras:
- Monitorar a LME semanalmente será crucial.
- A alta inicial abre oportunidade de hedge, mas superávits globais podem pressionar os prêmios locais — atualmente na faixa de US$ 110–130/t em São Paulo.
- A demanda por alumínio “verde” tende a manter preços 14% acima do período pré-pandemia em 2026.
Conclusão
O alumínio entra em 2026 com volatilidade elevada, influenciado por políticas comerciais, energia, sustentabilidade e oscilações na demanda asiática.
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